Todos concordamos que os acidentes de viação são uma das principais causas de mortes no mundo, mas os números são mais assustadores do que muitos imaginam. O mais recente estudo da World Health Organization (WHO) mostra que todos os anos morrem cerca de 1.35 milhões de pessoas nas estradas, tornando esta a oitava causa de morte mais frequente em pessoas de qualquer idade. Para ter noção deste número, é (muito) maior do que o número total de habitantes de distritos como Setúbal, Braga ou Aveiro.
Este estudo revela ainda que peões e ciclistas representam cerca de 26 por cento de todas as mortes nas estradas, número que ganha ainda mais expressão em África, onde sobe até aos 44 por cento, e no Mediterrâneo Este, onde ronda os 36 por cento. Por outro lado, condutores e passageiros de motos representam cerca de 28 por cento das mortes anuais nas estradas.
Por comparação com o antigo estudo da WHO, realizado em 2015, as taxas de acidentes mortais nas estradas desceram no continente americano, na Europa e na região do Pacífico. Mas ainda há um longo caminho a percorrer. "A segurança rodoviária é um problema que não recebe a atenção que merecia – e é realmente uma grande oportunidade para salvar vidas em todo o mundo", diz Michael Bloomberg, embaixador da WHO.
O mesmo estudo conclui que no caso dos condutores e passageiros de automóveis, um aumento de 1% na velocidade produz um aumento de 4% na probabilidade de um acidente fatal e de 3% na probabilidade de ter um acidente grave.
Uma diminuição de 5% na velocidade média pode reduzir o número de fatalidades em cerca de 30 por cento, sendo que no caso dos peões atingidos pela frente de um automóvel, um carro que circule a uma velocidade de 50 km/h representa um risco mortal 4.5 vezes inferior a um automóvel que siga a 65 km/h.
Nota: Pode descarregar aqui o estudo completo de 424 páginas.